O Rotaract Clube de Magé-RJ, com apoio da família do homenageado, teve a iniciativa de promover o Prêmio Osíris Del Corso - Embaixador da Paz, que reunirá artigos acadêmicos (enviados por qualquer cidadão) e redações (apenas para estudantes de ensino médio) sobre temas como segurança e paz, que devem ser enviados até 1º de agosto. Os vencedores na categoria artigos receberão premiação em dinheiro e, na categoria redações, ítens bem bacanas como um notebook e uma câmera digital. Mas isso não é nada perto da bonita história de quem dá nome ao prêmio. Osíris era um jovem ligado às causas sociais, membro de uma família paranaense de valores sólidos, que inclusive já residiu aqui em Brasília. Infelizmente, um bandido inescrupuloso levou a vida de Osíris, que tentava defender sua namorada, quando ambos foram abordados durante uma trilha no litoral paranaense. Ficam aqui nossas sinceras homenagens a um jovem de fibra e de luta que jamais deixou de defender os seus ideais. Quem desejar conhecer um pouco mais sobre a história de Osíris e sobre o prêmio que leva o seu nome pode acessar o site www.premioosirisdelcorso.org.
Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
"Notas de rodapé" na publicidade de TV
Todos nós vemos diariamente dezenas de propagandas com promoções, e ao final, por uns 3 segundos na tela, umas letrinhas mínimas com o regulamento da promoção, detalhes, custos adicionais, autorização etc. Sinceramente, por mais aguçada que seja a visão do cidadão, e por maior que seja a tela da TV, será que ele consegue ler aquilo? Para o cidadão médio, então, com visão normal e TV de 20 polegadas, fica impossível fazê-lo sem usar alguma técnica de congelamento e ampliação da imagem. Logo, os motivos da determinação para que aquelas informações sejam divulgadas se torna inalcançável. Afinal, se existe essa determinação, é para que o consumidor consiga ter acesso àquelas informações, correto? Num anúncio de revista, ótimo, o cidadão que se interessar pode ler as letrinhas miúdas com mais atenção. Mas, e na TV? Aí todos fingem que está tudo certo: o anunciante e agência fingem ter cumprido com a sua função de informar sobre os regulamentos da promoção, as entidades fiscalizadoras fingem que está tudo a contento e o cidadão/consumidor finge que, se quisesse, teria realmente lido aquelas informações. Pelo visto, será necessário legislar para exigir um tamanho de fonte razoável em lugar das letrinhas miúdas nas propagandas de TV. No rádio, por outro lado, os spots publicitários pouco ou nada informam sobre esses regulamentos. Não sou favorável a isso, também. Querem um meio-termo aceitável? Que em ambos, TV e rádio, em vez das letrinhas miúdas na primeira e da ausência de dados neste último, se coloque, em bom tamanho: Informações sobre a promoção: www.nomedaempresa.com.br/promocao, ou pelo telefone 0800-123456, ou, presencialmente, nas lojas da empresa. O que vocês acham?
Desenferrujando...
Pois é, meus amigos... realmente sumi por um bom tempo. A última postagem, datada do mês de abril, não me deixa mentir. Foram muitas as razões. Em primeiro lugar, me fazendo valer da mesma razão que, segundo li em algum jornal, fez Chico Anysio deixar de escrever em seu blog, também resolvi, por algum tempo, deixar de fazer as coisas que não eram obrigação, mas me ocupavam por um tempo considerável. O blog, longe de ser uma obrigação, é um prazer, mas nem por isso deixa de tomar um tempo que, dados o volume de trabalho e estudos aos quais tenho me dedicado, se faz precioso. Vida pessoal também é necessária, por isso aproveitei para rever muitos amigos, passar bastante tempo com meus pais e com a minha amada companheira.
Mas isso não significou minha ausência completa da esfera virtual. Tudo isso me proporcionou saúde e fôlego suficientes para, como Secretário de Comunicação da Juventude do PDT no DF, criar e alimentar de informações o blog da Juventude. Claro que os textos postados por lá interessam mais a quem é filiado ao partido, mas, independente de coloração partidária, aguardo a sua visita por lá.
Enfim, é muito bom voltar e poder reencontrar, ainda que virtualmente, tantas amigas e amigos queridos! Sejam bem vindos ao meu regresso! :)
Mas isso não significou minha ausência completa da esfera virtual. Tudo isso me proporcionou saúde e fôlego suficientes para, como Secretário de Comunicação da Juventude do PDT no DF, criar e alimentar de informações o blog da Juventude. Claro que os textos postados por lá interessam mais a quem é filiado ao partido, mas, independente de coloração partidária, aguardo a sua visita por lá.
Enfim, é muito bom voltar e poder reencontrar, ainda que virtualmente, tantas amigas e amigos queridos! Sejam bem vindos ao meu regresso! :)
Sexta-feira, 10 de Abril de 2009
A burocracia da linguagem burocrática
Se procurarmos no dicionário o significado da palavra "burocracia", provavelmente iremos nos deparar com algo semelhante a "estrutura estatal responsável pela administração pública", ou simplesmente estrutura administrativa estatal, o que por si é muito válido e necessário. Certamente, também estará presente no texto a menção à acepção pejorativa do termo: entraves e expedientes obrigatórios durante a realização de tais atividades. Não é raro associarmos o termo a morosidade e outras características igualmente indesejáveis.
Um dos fatores que contribui para essa visão é a forma predominantemente utilizada para redigir os documentos e comunicações no setor público. Em vez de privilegiar o conteúdo simples e a linguagem direta, acaba ocorrendo, certas vezes, uma busca desnecessária por um vocabulário arcaico e pouco prático que, muitas vezes, serve apenas para demonstrar o elevado grau de conhecimento do redator do documento - ou para demonstrar estar à altura do conhecimento de determinado leitor específico - sendo que, em regra, o texto emanado de órgão público deveria ser de fácil compreensão a toda a população.
Apesar da recomendação oficial (inclusive em sentido amplo, com o princípio constitucional da Publicidade) para que os textos burocráticos sejam mais claros e simples, diversas formalidades desnecessárias, já abolidas dos manuais de redação privados e governamentais, continuam vivos nas diversas esferas do poder, causando prejuízos aos cofres públicos, tanto pelo desperdício de material como pelas falhas de comunicação que podem provocar, em razão do uso exagerado de expressões de difícil entendimento.
Enquanto os detentores de cargos públicos, advogados e demais operadores e agentes da máquina administrativa não empregarem conjuntamente esforços no sentido de tornar mais compreensíveis os textos por eles produzidos, burocracia continuará sendo um termo associado a algo negativo. E ler um texto burocrático, para a maior parte da população, continuará a envolver uma enorme burocracia.
Um dos fatores que contribui para essa visão é a forma predominantemente utilizada para redigir os documentos e comunicações no setor público. Em vez de privilegiar o conteúdo simples e a linguagem direta, acaba ocorrendo, certas vezes, uma busca desnecessária por um vocabulário arcaico e pouco prático que, muitas vezes, serve apenas para demonstrar o elevado grau de conhecimento do redator do documento - ou para demonstrar estar à altura do conhecimento de determinado leitor específico - sendo que, em regra, o texto emanado de órgão público deveria ser de fácil compreensão a toda a população.
Apesar da recomendação oficial (inclusive em sentido amplo, com o princípio constitucional da Publicidade) para que os textos burocráticos sejam mais claros e simples, diversas formalidades desnecessárias, já abolidas dos manuais de redação privados e governamentais, continuam vivos nas diversas esferas do poder, causando prejuízos aos cofres públicos, tanto pelo desperdício de material como pelas falhas de comunicação que podem provocar, em razão do uso exagerado de expressões de difícil entendimento.
Enquanto os detentores de cargos públicos, advogados e demais operadores e agentes da máquina administrativa não empregarem conjuntamente esforços no sentido de tornar mais compreensíveis os textos por eles produzidos, burocracia continuará sendo um termo associado a algo negativo. E ler um texto burocrático, para a maior parte da população, continuará a envolver uma enorme burocracia.
Nem só de agências é feito o mundo da publicidade
Caros leitores, muito bom dia! Que essa sexta-feira santa seja das mais renovadoras e felizes de suas vidas. Que pensemos um pouco no sacrifício que Ele fez por todos nós. Mas como esse blog (não o blogueiro) se pretende laico, vamos direto ao tema da postagem.
Tenho observado que a grade dos cursos de Publicidade e Propaganda das principais instituições de Ensino Superior da cidade pouco se voltam a assuntos como o serviço público, a legislação que envolve a atividade da publicidade, noções sobre licitações, comunicação pública... Enfim, as grades curriculares se rendem ao estereótipo de que o publicitário é o cara criativo que nasceu para trabalhar apenas nas agências de publicidade.
Todavia, o que se vê na prática, em Brasília, é um número cada vez maior de publicitários ingressando nas mais diversas carreiras do serviço público, ou assumindo cargos de confiança, ou trabalhando em agências especializadas no atendimento a clientes governamentais, sem que esses profissionais tragem em sua bagagem a necessária formação acadêmica para lidar com os assuntos que envolvem o setor público.
Muitas vezes, o aluno sai da faculdade sem conhecer a fundo a lei que rege a sua profissão. E sem a noção que um bom conhecimento da Lei de Licitações pode ser útil para desempenhar bem o seu papel na agência em que trabalhará. Por isso, uso este espaço para chamar a atenção das Instituições de Ensino Superior para esse fato que é patente em Brasília: o rumo cada vez menos privatista e mais voltado ao setor público que a Publicidade e os publicitários vêm tomando. Quem ficar alheio a essa tendência, certamente ficará para trás no nosso acirrado mercado.
Sugestão de leitura: Marketing no Setor Público, de Philip Kotler e Nancy Lee.
Tenho observado que a grade dos cursos de Publicidade e Propaganda das principais instituições de Ensino Superior da cidade pouco se voltam a assuntos como o serviço público, a legislação que envolve a atividade da publicidade, noções sobre licitações, comunicação pública... Enfim, as grades curriculares se rendem ao estereótipo de que o publicitário é o cara criativo que nasceu para trabalhar apenas nas agências de publicidade.
Todavia, o que se vê na prática, em Brasília, é um número cada vez maior de publicitários ingressando nas mais diversas carreiras do serviço público, ou assumindo cargos de confiança, ou trabalhando em agências especializadas no atendimento a clientes governamentais, sem que esses profissionais tragem em sua bagagem a necessária formação acadêmica para lidar com os assuntos que envolvem o setor público.
Muitas vezes, o aluno sai da faculdade sem conhecer a fundo a lei que rege a sua profissão. E sem a noção que um bom conhecimento da Lei de Licitações pode ser útil para desempenhar bem o seu papel na agência em que trabalhará. Por isso, uso este espaço para chamar a atenção das Instituições de Ensino Superior para esse fato que é patente em Brasília: o rumo cada vez menos privatista e mais voltado ao setor público que a Publicidade e os publicitários vêm tomando. Quem ficar alheio a essa tendência, certamente ficará para trás no nosso acirrado mercado.
Sugestão de leitura: Marketing no Setor Público, de Philip Kotler e Nancy Lee.
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