sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Empréstimo junto ao Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul já emprestou grandes nomes à política nacional. Não preciso falar que, desses, aquele que mais admiro é Leonel Brizola. Admiro também o bairrismo gaúcho e o apego desse povo pela seriedade e pelos valores. Essas, dentre outras características, me levaram a ter um bom contingente de naturais do Rio Grande no meu círculo de amizades, bem como me incentivaram a passar bons domingos degustando o Costelão do Centro de Tradições Gaúchas.

Na qualidade de admirador dessa gente, vim pedir humildemente ao povo gaúcho que empreste para o restante do Brasil mais um grande nome da política: o Senador Sérgio Zambiasi, do PTB. É certo que, ocupando a posição de Senador da República, já está a servir ao Brasil inteiro, como representante de seu estado. Mas considero que isso poderia ser estendido. Tendo em comum o fato de sermos ambos trabalhistas (dos autênticos) e comunicadores, não foi difícil ser cativado pela atuação do parlamentar gaúcho, ainda quando em minha passagem como servidor comissionado no Senado, pelos idos de 2003.

Alguns anos depois, o Senador ganhou mais da minha admiração gratuitamente, pelo simples fato de se mostrar um parlamentar sério, comprometido, autêntico e atento às necessidades da população. Vão achar que isso está parecendo algum trabalho de marketing político que eu esteja desenvolvendo, certo? Pois se enganam. Falo aqui gratuitamente como forma de reconhecimento ao trabalho que o Senador vem realizando. Aí sim, podem dizer que a experiência na área de assessoria parlamentar e de comunicação me permite fazê-lo de maneira coerente.

Posso falar, sem falsa modéstia, que entendo de comunicação, principalmente virtual, na área de política e governo. E jamais vi um site que fosse tão antenado com as necessidades da população quanto o do Senador Zambiasi. Nenhum outro que eu conheça faz questão de colocar os telefones do gabinete logo na primeira página, em posição de destaque, abaixo do menu, acompanhado da simples e efetiva frase de efeito persuasivo: "Ligue"!

Explico: o ambiente sisudo do Parlamento muitas vezes inibe o contato direto do eleitorado, e por vezes os próprios parlamentares não buscam ampliá-lo, pelo excesso de demandas que já recebem diariamente mesmo sem tanta divulgação ostensiva de seus contatos. Geralmente, os dados de contato dos gabinetes aparecem no rodapé, fazendo com que o eleitor chegue a pensar: "Poxa, o Dr. Fulano é muito ocupado, nem vai poder dar atenção ao meu problema".

Agora, quando você entra no site de um parlamentar e se depara de forma clara com a expressão "Ligue", bem visível, acompanhada de dois números de telefone e um de fax, acho que se sente muito mais confortável em fazer contato, certo? Foi a impressão que tive ao visitar o site do Senador Zambiasi. Eu, pelo menos, chego a imaginar que serei atendido do outro lado da linha, e mais, que conseguirei encaminhar o meu pleito ou sugestão ao Senador ou à sua Assessoria.

Já que mencionamos a Assessoria, outro ponto fantástico: clicando em "Gabinete", o usuário tem acesso à lista completa da assessoria do Senador, com as respectivas funções e e-mails para contato. Ajuda muito a vida de quem tem uma necessidade pontual e deseja obter um contato direto com o responsável por algum tema. Outros gabinetes também disponibilizam tal lista, eu sei. Mas nessa página, a frase "Visite nosso gabinete em Brasília" novamente me faz crer que o cidadão que lá for à procura de uma informação ou de conhecer o seu parlamentar sairá com a sensação de ter sido bem recebido por ele e pela sua equipe.

Equipe essa que, no link "Ministérios", disponibiliza um roteiro de formulários e rotinas de procedimentos freqüentemente solicitados por quem precisa obter alguma concessão, financiamento ou documentação junto a órgão federal. Utilidade pública em primeiro lugar! Seja um representante de cooperativa, de entidade de classe, um cidadão ou prefeito de cidade pequena, quem acessar essa seção do site verá poupados muitos telefonemas ou até mesmo visitas pessoais que teria que fazer a órgãos públicos até descobrir "qual formulário preencher". Se houver dúvidas, não tem problema: os assessores responsáveis por esse assunto disponibilizam na página os seus e-mails e - pasmem - seus celulares, para poder atender ao pleito de quem procura por auxílio.

Por acreditar que todos os parlamentares deveriam tratar dessa forma a população, por acreditar numa administração pública que vê o cidadão como cliente, a quem deve satisfazer, e por acreditar que o Brasil precisa de autoridades trabalhadoras, abertas ao contato com a população e sem máculas em sua vida pública, eu humildemente peço ao Rio Grande do Sul que empreste ao restante do Brasil, por tempo indeterminado, a figura do Senador Sérgio Zambiasi.

Ah, antes que eu esqueça de mencionar, o endereço do site do Senador é www.zambiasi.com.br.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Fiasco olímpico

Tirando algumas boas surpresas e outras confirmações, foi generalizada a sensação de decepção com o retrocesso do desempenho olímpico brasileiro. Tenho a humildade de não me arriscar a ser o comentarista de ocasião. Nem vou entrar no mérito dos questionamentos que começam a surgir quanto ao dinheiro investido no Comitê Olímpico Brasileiro. Aposto que se tivéssemos voltado recheados de medalhas, ninguém estaria questionando se o dinheiro foi aplicado corretamente. Claro que, se houve irregularidades e abusos, devem ser apurados e os responsáveis, punidos.

Mas infelizmente (ou felizmente) nem sempre o dinheiro investido em algum projeto é garantia de retorno na forma do resultado esperado. Digo "ou felizmente" porque também nos conforta saber que o sucesso não é dependente exclusivamente do dinheiro, o que nos permite sonhar alto, mesmo sem muitos recursos. Mas a ajuda financeira sem dúvida é um bom passo. Sou amplamente favorável ao aumento do investimento no esporte, e espero que o dinheiro que se comenta ter sido investido realmente tenha se refletido em melhoria de condições para os atletas brasileiros.

Arrisco dizer que o nosso grande problema em Pequim foi a falta de confiança. A síndrome do "amarelar na hora H". Pior era o sentimento de autopiedade, com declarações como "Para o Brasil, já foi um ótimo resultado", "Não dá para competir com eles nesse esporte, eles são imbatíveis", "Eles têm muito melhores condições no país deles do que nós no Brasil". Fosse assim, a Jamaica não poderia ter ficado à nossa frente no quadro de medalhas, nem Cuba. O grau de pobreza ou riqueza de um país frente ao nosso não pode servir de desculpa para mascarar nossos próprios erros.

Agora o que se deveria fazer é analisar e responder a algumas perguntas, por exemplo: dos países que ficaram à nossa frente, quais têm bons modelos de treinamento e incentivo ao esporte? Desses, quais têm mais a ver com a nossa realidade? Quais experiências podem ser implementadas aqui? O que fazer para que nossos atletas tenham mais segurança na hora em que realmente precisam demonstrar o que são capazes de fazer?

Só não podemos é deixar que duas coisas terríveis aconteçam: 1) que usemos a desculpa do fiasco olímpico para deixar de investir no esporte e nos nossos atletas, e 2) que nos acostumemos a achar que somos um povo derrotado, que pode sempre se escorar nas suas dificuldades para justificar erros que delas independem.

sábado, 23 de agosto de 2008

Viajando para o Exterior

Em razão do meu local de trabalho, recebo muitos questionamentos sobre os procedimentos adequados a se realizar uma viagem sem transtornos para o exterior. Nesse sentido, achei interessante a iniciativa de esclarecimento promovida pelo caderno Cidadania, do Jornal do Senado, cujo teor você encontra aqui.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Ausência

Queridos, o trabalho e a faculdade estão me deixando um pouco distante de vocês, não é? Mas ainda tenho muito a lhes falar sobre temas como política, administração pública, assessoria parlamentar, publicidade e divagações despretensiosas. As idéias estão florescendo, os rascunhos surgindo, só falta materializar aqui.

De recado, só reafirmo o quanto é gratificante poder ajudar a administração pública a ser mais eficiente! Cada cidadão satisfeito é um motivo de alegria para o meu coração, e assim deve ser para a maioria dos companheiros servidores públicos. Idéias e planos para adotar critérios práticos na medição do grau de eficiência da administração pública? Escrevam pra mim e contem! Vamos levar isso adiante, ok?